quarta-feira, setembro 27, 2017

SÉRIE | ATYPICAL

Mês passado a Netflix lançou a série Atypical, quando li sobre o tema que abordaria fiquei muito empolgada. Acho que em algum lugar desse blog em já citei que me interesso bastante quando o assunto é autismo. A ficção é muito diferente da vida real, claro, mas Atypical mostra bem a realidade dos dois lados: da pessoa que está no espectro e a dos parentes e amigos que precisam entender o autista, o que não deve ser muito fácil.

Também já falei outras vezes sobre o quanto eu amo ver dramas familiares, acho empolgante e ver, mesmo que na ficção, a vida de outras famílias e como eles lidam com dificuldades, acaba sendo inspirador.

Sinopse: Sam é um jovem autista de 18 anos que está em busca de sua própria independência. Nesta jornada, repleta de desafios, ele e sua família aprendem a lidar com as dificuldades da vida e descobrem com o verdadeiro significado de "ser um pessoa normal".

Em Atypical muitas coisas me fizeram amar a série como um todo. Quero começar dizendo que meu personagem preferido, sem sombras de duvidas, é a Casey. Quem dera o mundo tivesse - mais - pessoas como ela. A capacidade de se colocar no lugar do outro e a compreensão que ela tem da condição do irmão é no mínimo admirável. Toda a atenção que o irmão precisa receber não apaga a luz dela e, mesmo sentindo a necessidade que todos temos de certa atenção, ela nunca fica contra o irmão, Sam, muito pelo contrário, percebe-se que ela abriria mão de qualquer coisa pelo bem dele. É lindo.

O Sam, protagonista da série, consegue nos transmitir muito do que se passa na cabeça de quem tem autismo. Vocês sabem do meu amor pelo Sheldon (the big bang theory), mesmo sendo histórias completamente diferentes eles têm muita semelhança e, ao menos comigo, faz com que eu compreenda melhor e até saiba lidar melhor com a realidade dessas pessoas. O ator, Keir Gilchrist, interpretou tão bem o papel que me deixou impressionada.

Gostei demais dos outros personagens e achei muito boa a forma como foi trabalhada a questão familiar. O pai, que inicialmente não soube lidar com o problema do filho; a mãe, que deixou a própria vida para viver a do filho. É preciso muito amor para fazer isso. Ela, assim como muitas mulheres reais, teve que passar um bom tempo cuidando sozinha de duas crianças e ainda teve que conviver com o fato de que foi deixada pelo marido, simplesmente porque "ele tinha a opção de fugir". 

É um roteiro incrivelmente lindo. Eu estou recomendando à todos, porque realmente é algo que eu quero que as pessoas sintam. Essa coisa de ter empatia não é para todo mundo, então se eu posso indicar algo que talvez plantará a sementinha da empatia, eu indico.

segunda-feira, setembro 18, 2017

LIVRO | O CEIFADOR - NEAL SHUSTERMAN

Esse livro foi cedido pela editora Seguinte na Feira do Livro de Brasília aos participantes do encontro de blogueiros e jovens escritores. Quando li a sinopse achei bem interessante a ideia da história, mas acabei colocando outros na frente antes dele e dei uma enroladinha para terminar, já que me mudei assim que comecei a leitura.

Sinopse: A humanidade venceu todas as barreiras: fome, doenças, guerras, miséria... Até mesmo a morte. Agora os ceifadores são os únicos que podem pôr fim a uma vida, impedindo que o crescimento populacional vá além do limite e a Terra deixe de comportar a população por toda a eternidade. Citra e Rowan são adolescentes escolhidos como aprendizes de ceifador - papel que nenhum dos dois quer desempenhar. Para receberem o anel e o manto da Ceifa, os adolescentes precisam dominar a arte da coleta, ou seja, precisam aprender a matar. Porém, se falharem em sua missão ou se a cumplicidade no treinamento se tornar algo mais, podem colocar a própria vida em risco.
Avaliação: ★★★★☆

Ainda não tinha lido nada com essa temática. Achei sensacional pensar em um futuro em que realmente teremos um mundo melhor. Você já pensou viver sem o medo do crime, de doenças, da miséria e sem se preocupar - tanto - com a morte? Deve ser, no mínimo maravilhoso e ao mesmo tempo entediante. Entediante? Como deve ser chato você viver sabendo que sua vida será uma linha reta. Seja qual for a sua escolha, a primeira opção é sempre viver da mesma forma que todo mundo, ou seja: igual.

Por outro lado, não precisar se preocupar em levar um tiro ao sair de casa, ser assaltado, morrer com doenças incuráveis, não poder contar com um sistema de saúde decente, que é a realidade de muitos de nós, sem dúvida deve ser tranquilizante.

Claro que, como nenhum sistema é 100%, existem aqueles que têm certo poder e o utilizam em favor próprio. Essa é uma questão que eu imagino que sempre haverá, independente de ainda existir uma maioria que pensa no coletivo. A coisa boa nesse mundo dos livros é que eles nos levam a conhecer mundos diferentes e nos fazem refletir sobre tais questões. Embora seja uma obra fictícia, me faz muito bem pensar em um lugar onde todos têm oportunidades de forma igual.
O Ceifador é um livro muito bem escrito e que, por incrível que pareça, não tem aquele casal clichezão durante toda a história. Eu tinha certeza de que seria assim e confesso que fiquei muito feliz pelo fato de o autor ter dado ênfase em outros assuntos que não fosse Rowan salvando Citra, os dois apaixonados e aquela melação toda. Mesmo que tenha pintado um clima, foi bem sutil e não se sobrepôs ao tema principal.

Também achei muito legal que a introdução de cada capítulo seja um pedaço dos diários dos ceifadores, assim a gente consegue acompanhar a história do ponto de vista deles, que são personagens muito interessantes. O livro chega ao final de forma muito boa, porém não fico tão otimista quanto à continuação, já que dificilmente elas não são tão boas. Mas quem sabe o autor não me surpreenda, certo?

I.S.B.N: 9788555340352; Páginas: 448; Ano: 2017; Autor: Neal Shusterman; Gênero: Distopia / Fantasia / Ficção / Ficção científica / Jovem adulto / Literatura Estrangeira; Editora: Seguinte.

Onde comprar:



terça-feira, setembro 12, 2017

FOOD TRUCK NO SHOPPING SUL

Já comentei algumas vezes que aqui na região em que moro é bastante comum rolar algum tipo de festival, principalmente gastronômico. No último final de semana rolou o Food Truck no Shopping Sul, ele fica em Valparaíso, minha nova cidade. É Goiás, mas nem tanto, é praticamente DF.

Eu tinha ouvido falar bem por alto sobre evento e nem tinha intenção de ir, mas aí que depois de uma mini crise de ansiedade/estresse o Rodrigo me chamou pra dar uma volta e fomos lá. Tudo aconteceu no lado externo do shopping, que é bem grandinho. Tenho várias considerações a fazer.
Food truck, aqui em Brasília, é um em cada esquina e nem todos justificam os preços absurdos. Sempre tem algum tipo de encontro em espaços abertos por aqui e muitas vezes é desanimador justamente por serem bem caros. Mas é legal ir de vez em quando ara sair da rotina. Apesar do espaço grande que tem ali, haviam poucos carros, de comida e bebida, tinha também culinária japonesa, mas senti faltaram opções como comida vegetariana, por exemplo. 

Demos uma volta no shopping para ver se alguma coisa chamava mais a atenção, mas acabamos voltando e optamos por um crepe. Cada um custava R$15 e você podia escolher uma cortesia que era ou um crepe doce ou uma bebida. Foi um sacrifício encontrar um lugar para sentar, o lugar não estava cheio, mas eram poucas as mesas, e quando finalmente encontrei a mesa estava imunda e ninguém para limpar. Comemos também a famosa batata rústica do Geléia. Não sei se eles têm franquias fora do DF e entorno, mas se tiver, sugiro a batata. É uma delícia, temperada com páprica e alecrim.
Teve também música ao vivo e, apesar de não ficamos por muito tempo conseguimos curtir um pouco da banda, que era muito boa. O som, por incrível que pareça estava ótimo, já que é muito raro você encontrar um som bom em eventos do tipo. 

Acho muito legal que as empresas levem os eventos para todos os lugares e que tornem cada vez mais acessíveis. Também estou achando o máximo que ali no Shopping Sul estão ocorrendo diversos eventos diferentes, esse foi o primeiro que pude ir, mas sei que sempre tem alguma coisa por lá. Ainda assim, acredito que a organização deva investir em mais alguns detalhes e ofereçam mais opções ao público. Foi uma experiência boa e pretendo participar de mais festivais para contar aqui no blog e até mesmo indicar algo diferente para os brasilienses, já que nossa maior diversão aqui é comer e morrer de calor.

Apesar de tudo, mudar um pouco de ares é sempre bom, não é mesmo? E desculpem a qualidade das fotos, eu detesto fotografar à noite.

domingo, setembro 10, 2017

SOBRE AMORES

Como um mês passa rápido! Estou impressionada porque foi um dia desses que começamos esse projeto e já estou, às 22h do outro dia dez escrevendo. O tema dessa vez foi amores, nisto inclui: pessoas, coisas, comidas, qualquer amor. Eu tenho muitos amores nessa minha vida e acho que até hoje não explorei metade deles, estou começando a achar que estou na crise dos trinta com um ano de antecedência, se é que é possível. BTW, pensei bastante sobre que tipo de amores apareceriam por aqui e, definitivamente e basicamente são três. 

Família
É aquele tipo de coisa que você ama e odeia, ou odeia  e ama, ou só odeia, só ama, odeia amar. Minha família é bem complicadinha; todo tipo de problema que um família normal tem a minha tem em dobro e com alguns agravantes, mas depois que me mudei percebi que sinto falta deles. Logicamente eu adoro o silêncio da casa nova e a calma que ela me traz, mas sinto saudades da minha sobrinha, que estive com ela nos últimos dois aninhos de vida, cada dia, inclusive hoje foi a festinha dela; sinto saudades da casa cheia, tem dias que eu acordo e penso que é até estranho não ouvir alguém gritar - além de alguns vizinhos aleatórios - mas minha vida de agora, apesar de nova e desafiadora está incrível.

Animais
Quando criança, na minha casa nós tivemos gatos, cachorros, macaquinhos, codornas, periquitos, peixes, jabutis e talvez mais alguns outros vários animais diferentes. Depois de grande, meu pai nunca permitiu que eu tivesse animal de estimação, a não ser um preá que tive uma vez (e morreu de depressão) e peixinhos. Então durante muito tempo eu ignorava os bichinhos, já que não poderia ter um, porém sempre amei. Sou dessas que abraça eles na rua e tal. Já namorando o Rodrigo, na casa dele tinha gato e cachorro, o que fez meu amor por gatos florescer. Hoje eu amo os animais e não vejo a hora de ter uma casa cheia de gatinhos. Dois, na verdade. Sonho de vida é ter uma fazenda cheia de bichos e muito dinheiro para nenhum deles passar fome.

Clicar
Não preciso falar mais sobre isso, afinal esse blog nada mais é do que fruto desse amor. Aqui é que entra o desabafo: ando muito desanimada com a fotografia. Não curto mais as fotos que tiro, não consigo mais ver beleza na vida a ponto de querer registrá-la. Não sinto mais vontade de passeios fotográficos e nem sei como anda o mercado. Entretanto nunca deixará de ser parte de mim. Honestamente falando, não vejo mais brilho em nada e estou me esforçando demais para me encontrar em meio a tanto desinteresse. Não quero terminar o post de forma tão melancólica, então volto a dizer, amo a fotografia e vou defendê-la. 

Além de tudo isso que escrevi, preciso dizer que amo minhas amigas virtuais, amo esse blog que me ajuda a desabafar, amo - de forma completamente diferente  - o Rodrigo e, apesar dos pesares, e amo viver. Amo um dia com aquele friozinho, mas confesso que gosto daquele sol de fim de tarde, com ventinho frio no rosto. 

Espero que tenham gostado do post e não esqueçam de visitar o blog das gatas que também participam do projeto



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