segunda-feira, setembro 18, 2017

LIVRO | O CEIFADOR - NEAL SHUSTERMAN

Esse livro foi cedido pela editora Seguinte na Feira do Livro de Brasília aos participantes do encontro de blogueiros e jovens escritores. Quando li a sinopse achei bem interessante a ideia da história, mas acabei colocando outros na frente antes dele e dei uma enroladinha para terminar, já que me mudei assim que comecei a leitura.

Sinopse: A humanidade venceu todas as barreiras: fome, doenças, guerras, miséria... Até mesmo a morte. Agora os ceifadores são os únicos que podem pôr fim a uma vida, impedindo que o crescimento populacional vá além do limite e a Terra deixe de comportar a população por toda a eternidade. Citra e Rowan são adolescentes escolhidos como aprendizes de ceifador - papel que nenhum dos dois quer desempenhar. Para receberem o anel e o manto da Ceifa, os adolescentes precisam dominar a arte da coleta, ou seja, precisam aprender a matar. Porém, se falharem em sua missão ou se a cumplicidade no treinamento se tornar algo mais, podem colocar a própria vida em risco.
Avaliação: ★★★★☆

Ainda não tinha lido nada com essa temática. Achei sensacional pensar em um futuro em que realmente teremos um mundo melhor. Você já pensou viver sem o medo do crime, de doenças, da miséria e sem se preocupar - tanto - com a morte? Deve ser, no mínimo maravilhoso e ao mesmo tempo entediante. Entediante? Como deve ser chato você viver sabendo que sua vida será uma linha reta. Seja qual for a sua escolha, a primeira opção é sempre viver da mesma forma que todo mundo, ou seja: igual.

Por outro lado, não precisar se preocupar em levar um tiro ao sair de casa, ser assaltado, morrer com doenças incuráveis, não poder contar com um sistema de saúde decente, que é a realidade de muitos de nós, sem dúvida deve ser tranquilizante.

Claro que, como nenhum sistema é 100%, existem aqueles que têm certo poder e o utilizam em favor próprio. Essa é uma questão que eu imagino que sempre haverá, independente de ainda existir uma maioria que pensa no coletivo. A coisa boa nesse mundo dos livros é que eles nos levam a conhecer mundos diferentes e nos fazem refletir sobre tais questões. Embora seja uma obra fictícia, me faz muito bem pensar em um lugar onde todos têm oportunidades de forma igual.
O Ceifador é um livro muito bem escrito e que, por incrível que pareça, não tem aquele casal clichezão durante toda a história. Eu tinha certeza de que seria assim e confesso que fiquei muito feliz pelo fato de o autor ter dado ênfase em outros assuntos que não fosse Rowan salvando Citra, os dois apaixonados e aquela melação toda. Mesmo que tenha pintado um clima, foi bem sutil e não se sobrepôs ao tema principal.

Também achei muito legal que a introdução de cada capítulo seja um pedaço dos diários dos ceifadores, assim a gente consegue acompanhar a história do ponto de vista deles, que são personagens muito interessantes. O livro chega ao final de forma muito boa, porém não fico tão otimista quanto à continuação, já que dificilmente elas não são tão boas. Mas quem sabe o autor não me surpreenda, certo?

I.S.B.N: 9788555340352; Páginas: 448; Ano: 2017; Autor: Neal Shusterman; Gênero: Distopia / Fantasia / Ficção / Ficção científica / Jovem adulto / Literatura Estrangeira; Editora: Seguinte.

Onde comprar:



terça-feira, setembro 12, 2017

FOOD TRUCK NO SHOPPING SUL

Já comentei algumas vezes que aqui na região em que moro é bastante comum rolar algum tipo de festival, principalmente gastronômico. No último final de semana rolou o Food Truck no Shopping Sul, ele fica em Valparaíso, minha nova cidade. É Goiás, mas nem tanto, é praticamente DF.

Eu tinha ouvido falar bem por alto sobre evento e nem tinha intenção de ir, mas aí que depois de uma mini crise de ansiedade/estresse o Rodrigo me chamou pra dar uma volta e fomos lá. Tudo aconteceu no lado externo do shopping, que é bem grandinho. Tenho várias considerações a fazer.
Food truck, aqui em Brasília, é um em cada esquina e nem todos justificam os preços absurdos. Sempre tem algum tipo de encontro em espaços abertos por aqui e muitas vezes é desanimador justamente por serem bem caros. Mas é legal ir de vez em quando ara sair da rotina. Apesar do espaço grande que tem ali, haviam poucos carros, de comida e bebida, tinha também culinária japonesa, mas senti faltaram opções como comida vegetariana, por exemplo. 

Demos uma volta no shopping para ver se alguma coisa chamava mais a atenção, mas acabamos voltando e optamos por um crepe. Cada um custava R$15 e você podia escolher uma cortesia que era ou um crepe doce ou uma bebida. Foi um sacrifício encontrar um lugar para sentar, o lugar não estava cheio, mas eram poucas as mesas, e quando finalmente encontrei a mesa estava imunda e ninguém para limpar. Comemos também a famosa batata rústica do Geléia. Não sei se eles têm franquias fora do DF e entorno, mas se tiver, sugiro a batata. É uma delícia, temperada com páprica e alecrim.
Teve também música ao vivo e, apesar de não ficamos por muito tempo conseguimos curtir um pouco da banda, que era muito boa. O som, por incrível que pareça estava ótimo, já que é muito raro você encontrar um som bom em eventos do tipo. 

Acho muito legal que as empresas levem os eventos para todos os lugares e que tornem cada vez mais acessíveis. Também estou achando o máximo que ali no Shopping Sul estão ocorrendo diversos eventos diferentes, esse foi o primeiro que pude ir, mas sei que sempre tem alguma coisa por lá. Ainda assim, acredito que a organização deva investir em mais alguns detalhes e ofereçam mais opções ao público. Foi uma experiência boa e pretendo participar de mais festivais para contar aqui no blog e até mesmo indicar algo diferente para os brasilienses, já que nossa maior diversão aqui é comer e morrer de calor.

Apesar de tudo, mudar um pouco de ares é sempre bom, não é mesmo? E desculpem a qualidade das fotos, eu detesto fotografar à noite.

domingo, setembro 10, 2017

SOBRE AMORES

Como um mês passa rápido! Estou impressionada porque foi um dia desses que começamos esse projeto e já estou, às 22h do outro dia dez escrevendo. O tema dessa vez foi amores, nisto inclui: pessoas, coisas, comidas, qualquer amor. Eu tenho muitos amores nessa minha vida e acho que até hoje não explorei metade deles, estou começando a achar que estou na crise dos trinta com um ano de antecedência, se é que é possível. BTW, pensei bastante sobre que tipo de amores apareceriam por aqui e, definitivamente e basicamente são três. 

Família
É aquele tipo de coisa que você ama e odeia, ou odeia  e ama, ou só odeia, só ama, odeia amar. Minha família é bem complicadinha; todo tipo de problema que um família normal tem a minha tem em dobro e com alguns agravantes, mas depois que me mudei percebi que sinto falta deles. Logicamente eu adoro o silêncio da casa nova e a calma que ela me traz, mas sinto saudades da minha sobrinha, que estive com ela nos últimos dois aninhos de vida, cada dia, inclusive hoje foi a festinha dela; sinto saudades da casa cheia, tem dias que eu acordo e penso que é até estranho não ouvir alguém gritar - além de alguns vizinhos aleatórios - mas minha vida de agora, apesar de nova e desafiadora está incrível.

Animais
Quando criança, na minha casa nós tivemos gatos, cachorros, macaquinhos, codornas, periquitos, peixes, jabutis e talvez mais alguns outros vários animais diferentes. Depois de grande, meu pai nunca permitiu que eu tivesse animal de estimação, a não ser um preá que tive uma vez (e morreu de depressão) e peixinhos. Então durante muito tempo eu ignorava os bichinhos, já que não poderia ter um, porém sempre amei. Sou dessas que abraça eles na rua e tal. Já namorando o Rodrigo, na casa dele tinha gato e cachorro, o que fez meu amor por gatos florescer. Hoje eu amo os animais e não vejo a hora de ter uma casa cheia de gatinhos. Dois, na verdade. Sonho de vida é ter uma fazenda cheia de bichos e muito dinheiro para nenhum deles passar fome.

Clicar
Não preciso falar mais sobre isso, afinal esse blog nada mais é do que fruto desse amor. Aqui é que entra o desabafo: ando muito desanimada com a fotografia. Não curto mais as fotos que tiro, não consigo mais ver beleza na vida a ponto de querer registrá-la. Não sinto mais vontade de passeios fotográficos e nem sei como anda o mercado. Entretanto nunca deixará de ser parte de mim. Honestamente falando, não vejo mais brilho em nada e estou me esforçando demais para me encontrar em meio a tanto desinteresse. Não quero terminar o post de forma tão melancólica, então volto a dizer, amo a fotografia e vou defendê-la. 

Além de tudo isso que escrevi, preciso dizer que amo minhas amigas virtuais, amo esse blog que me ajuda a desabafar, amo - de forma completamente diferente  - o Rodrigo e, apesar dos pesares, e amo viver. Amo um dia com aquele friozinho, mas confesso que gosto daquele sol de fim de tarde, com ventinho frio no rosto. 

Espero que tenham gostado do post e não esqueçam de visitar o blog das gatas que também participam do projeto



quarta-feira, agosto 23, 2017

BULLS HAMBURGUERIA, NÃO É FAST FOOD!

Se tem uma coisa nessa vida que eu amo é comer, ainda mais em lugares diferentes. Não sei aí onde vocês moram, mas aqui em Brasília a onda do momento é hambúrguer artesanal, então estamos com diversas opções para experimentar. Não costumo fazer esse tipo de post aqui no blog, até porque normalmente eu esqueço de fotografar os lugares, e acho que seria bacana começar a indicar lugares legais para comer.
E, bom, eu não vou em lugares caros, vou onde é limpo, atende bem, tem comida boa e acessível. Perdi anos da minha vida comendo em fast food e só me dei conta de que estava realmente perdendo tempo depois de trabalhar em uma grande rede dessas aí. Não julgo quem vai, mesmo porque eu já fui muito, mas acredito que existe uma infinidade de comidas melhores pela mesma faixa de preço. Depois que descobri o paraíso que é hambúrguer artesanal aí é que não vou mesmo.

A Bulls foi uma indicação de uma amiga que também tem um ótimo gosto para comida. Eu e o Rodrigo fomos duas vezes e definitivamente não temos do que reclamar. O ambiente é muito tranquilo, arrumado, limpo e, claro, lindinho. O atendimento é ótimo, as meninas são super atenciosas, o pedido não demora a sair.
A primeira vez que fomos lá, eu pedi um sanduíche com uma carne só, mas infelizmente não lembro o nome. O Rodrigo pediu um com duas carnes e era bem gigante. Essas batatinhas são ótimas, achei bem legal o corte, já que estava bem acostumada àquele formato tradicional. Além disso é uma fofura essa bandeirinha que vem no sanduíche.
Eles têm uma grande variedade de opções, tanto de sanduíches, quanto bebidas e sobremesas. Meu suco preferido já passou pelo Instagram (segue lá @milcaabreu) e é de abacaxi com hortelã. Lá no insta muita gente me perguntou qual era o sabor. Eis a resposta.

De sobremesa nós só experimentamos o shake de leite ninho que vem nesse potinho fofo. A gente só costuma pedir sobremesa quando temos certeza de que não vamos passar mal; temos um histórico de comer demais e passar mal, sabe. Mas já sei que nas próximas vezes vou querer pedir outros sabores.
Como eu disse antes, não temos do que reclamar e pretendo voltar lá outras vezes. Caso você seja de Brasília ou esteja passando pela capital vale conhecer.

Endereço: Cine 01 - Loja 11-A Comercial Praça 1 - Gama, Distrito Federal Setor Leste, Brasília - DF, 72450-010
Telefone: (61) 3710-4567 / Fanpage

sexta-feira, agosto 18, 2017

UMA TARDE COM AS MINAS GEEKS

Das coisas mais legais que a internet pode nos oferecer, para mim, sem dúvida, as amizades são a melhor parte. Ano passado, quando a Kah esteve aqui em Brasília, foi a coisa mais legal que me aconteceu. Você nunca imagina quão próximo ficará das amizades virtuais e mesmo longe nós mantemos essa amizade. Não vejo a hora de poder visitá-la também. Acontece que depois de achar que nunca conheceria blogueiras tão legais quanto por aqui, me vi no meio de um grupinho de meninas sensacionais e doidas.
A Karol do blog Woman Rocker criou o grupo ano passado Corrigindo: quem criou foi a Thainá (sabe de nada, Jon Snow) e desde então nós conversamos bastante. Às vezes alguém dá uma sumida, ficamos caladinhas, mas sabemos que estamos lá umas para as outras e se precisar é só gritar. Eu já tentei várias vezes formar um círculo de amigas blogueiras aqui em Brasília, mas confesso que nunca deu muito certo, já que a maioria por aqui fala mais sobre moda e beleza. Bom, acontece que depois de muito tempo, combinamos de nos encontrar e mesmo faltanto algumas meninas nós fomos e foi bem divertido. 
Foi uma tarde de sábado e decidimos ir ao Castelinho no Parque da Cidade. Pasmem, eu não conhecia! Levamos algumas comidinhas e a Karol levou marmitinhas - só de lembrar dá água na boca - então fome nós não passamos. Quando chegamos lá estava bem tranquilo e até vazio, mas como nem tudo é perfeito, logo apareceu um grupo de meninos lutando com espadas, machados, martelos, armaduras e toda a loucura possível. Rimos, mas a vontade era de chorar, eu tinha certeza de que levaríamos uma paulada a qualquer momento.
E aí que depois de tanto tempo sem fotografar, peguei a Karol como cobaia e fiz alguns clicks dela. Aquela pessoa fotogênica e aquela fotógrafa salva pela modelo. Estou tão enferrujada que nem criatividade para tirar foto tenho ultimamente, mas vamos torcer para ser uma fase né? Além disso, o lugar super ajudou de tão bonitinho que era. 
E para finalizar, uma foto da Cananda. Amei conhecer cada uma delas e ainda faltam a senhorita Erica, a senhorita Lara e senhorita Thainá, mas já estamos conversando sobre o próximo encontro e elas duas principalmente estão proibidas de faltar.

segunda-feira, agosto 14, 2017

LIVRO | SERIAL KILLERS, DOCUMENTO VERDADE

Mais um livrinho que encontrei perdido nos estandes da Feira do Livro e que decidi juntá-lo à minha coleção de histórias sobre assassinos em série. Para ser bem sincera, a maioria dos casos descritos nesse livro eu já tinha ouvido falar mesmo que superficialmente. Mas sabe quando você não enjoa de um determinado tema? É basicamente isso. 
Não me perguntem o motivo, mas gosto muito desse tipo de histórias. Não consigo imaginar porque uma pessoa tira a vida de outra e acredito que nada justifique, mas a maioria desses serial killers passaram por tanta coisa durante toda a vida, que uma pessoa normal talvez não conseguiria superar nunca. Acho que quando a pessoa tem que ser, ela simplesmente nasce com esses instintos e matar é algo natura, tanto é que vários assassinos já disseram que se fossem soltos voltariam a matar.
Sinopse: Entender o que passa na mente de um assassino em série não é nada simples. Teriam eles doenças mentais ou são apenas pessoas carregadas de maldade? Em Serial Killers, selecionamos relatos de dez dos piores assassinos em série da história do mundo. Serão contados caso a caso, desde as suas vidas até os crimes bárbaros - que marcaram para sempre a história da sociedade na qual ocorreram. Neste livro, você irá encontrar casos como os de Andrei Chikatilo – serial killer russo, mundialmente conhecido como “O Açougueiro de Rostov” – o comunista que comia crianças e assassinou mais de 50 vítimas. Conheceremos também a história de Ted Bundy, que serviu inspiração para o filme “O Silêncio dos Inocentes”. Além disso, vamos descobrir todos os crimes cometidos por Aileen Wuornos, que é considerada uma das primeiras mulheres a se tornar serial killer nos EUA. E, não podíamos deixar de fora, os relatos dos crimes do serial killer brasileiro Francisco de Assis, mais conhecido como o “Maníaco do Parque”. 

Lembro como se fosse ontem quando disseram que em São Paulo tinha um maníaco sequestrando e matando mulheres. Eu era muito novinha, mas fiquei chocada em saber que depois de preso ele recebeu várias cartas de mulheres apaixonadas por ele. Não conseguia entender a mente dele e muito menos a delas.
Outro caso que é contado no livro é o da Aileen Wuorns. Pode ser que esse nome seja estranho para você, então vou explicar. Ela recebeu pena de morte depois de se matar seis homens. Foi uma das primeiras mulheres na história dos Estados Unidos a se tornar uma serial killer. Na Netflix tem dois documentários sobre ela e sugiro também que vocês assistam o filme Monster, com a Charlyze Theron, um filmaço! A história dela é bem triste, é mais ou menos "o sistema a obrigou a fazer a isso".

São várias histórias assustadoras e acho que vale muito a pena a leitura, ainda mais se você, assim como eu, é muito fã desse tipo de livro. Paguei dez reais, mas você encontra ele para comprar online, é só acessar o site da Discovery Publicações.

quinta-feira, agosto 10, 2017

PROJETO DAY BY DAY: O MELHOR DE MIM

Fazia tempo que eu não participava de nenhum projeto com blogueiras amigas. E olha que não é por falta de vontade não, é porque normalmente eu prefiro não me comprometer com datas, já que sou uma pessoa extremamente desorganizada com prazos. Mas aí, a maravilhosa Cintia deu ideia da gente fazer alguma coisa com as outras meninas do grupo mais legal do telegram, sendo assim, cá estou para falar um pouco sobre mim e o que vejo de melhor na minha pessoa.

Agora estou com 28 anos, mas somente até sexta-feira, dia 11 às 23:59. Sou fornada em Letras, entrei na faculdade lá em 2007, graças a uma bolsa só Prouni, quando tudo ainda era mato e o processo seletivo totalmente diferente. Por um pouquinho eu não precisei da minha mãe para fazer minha matricula, já que eu ainda não tinha 18 anos. Inicialmente escolhi o curso porque não havia nada de cálculo, depois eu simplesmente me tornei a pessoa mais apaixonada pelo curso que você vai conhecer. 

Também sou da época em que a internet era só mato e o My Space nem era uma plataforma de música, mas sim para blogar. Lembra daqueles GIFs cheios de glitter? Meu primeiro blog era basicamente feito disso. Logo depois conheci o flogão, que por mais que eu tente apagar insiste em permanecer no ar. Foi aí que começou minha paixão por fotografia e internet. Escrever? Eu já amava desde os primórdios do "meu querido diário".

Minha primeira câmera digital foi uma que mais parecia um chaveiro ou caixa de fósforo, como diziam as amigas na escola. Rendeu muitas lembranças maravilhosas. Depois disso eu fui trocando de câmera até chegar na T3 que até hoje está aqui e foi minha última câmera. Há alguns anos, minha vida super rotineira deu uma reviravolta e por isso, eu parei nela.

Eu trabalhava em uma empresa muito legal. O chefe era chato, porque brincava demais - e hoje eu sinto muita falta disso. Fiquei lá por dois anos. Quando saí, resolvi usar minhas habilidades fotográficas para ganhar uma grana e deu muito certo, mas eu ainda precisava trabalhar fora, já que normalmente "fotógrafos não trabalham" e como ainda moro com meus pais, é bem complicado ser freelancer. Durante muitos anos tudo o que eu fiz foi estudar para concurso e sempre foi um sonho, porque Brasília é a capital dos concursos. Fui trabalhar em um fast food, levei uma queda, fraturei o osso do ombro e descobri o que é comer o pão que o diabo amassou. Sobrevivi. Com dores infinitas mas sobrevivi.

Desde início do ano venho me dedicando ao meu casamento que está mais perto do que longe. Estou com o Rodrigo há oito anos e sempre adiamos essa história, mas chegou a um ponto em que precisamos do nosso cantinho e da nossa vida. Compramos várias coisas legais que são nossa cara e estamos com uma única pendência para nos mudar. Era para ter acontecido dia 26 de junho, mas tudo tem seu tempo, então ainda não aconteceu. Atualmente meu quarto é um depósito de coisas de casa e o do Rodrigo, de móveis e eletrodomésticos. Temos ainda dois gatos que estão na casa atual dele e outros dois que vamos adotar depois da mudança.

Há uma semana eu pedi demissão, mesmo não podendo, visto o casamento super próximo, porém teve que ser. Tenho mais livros do que eu consigo ler e sou uma consumista em recuperação. Assisto várias séries ao mesmo tempo, bem como desenhos e animes, alguns vi apenas o primeiro episódio, mas está valendo. Pretendo dar aulas de português e inglês e trabalhar com revisão de textos. Estou me aprimorando nisso de criar conteúdo para a internet, porque mesmo fazendo isso há anos, sinto que ainda tenho muito o que aprender.

Venho repensando meus hábitos e pretendo mudar, pelo menos 70% deles. Sou uma tia coruja, que se estressa com todos eles, mas que tem amor de sobra. Faço tratamento para ansiedade, já tive surtos de depressão e já quis morrer várias vezes, mas estou em processo e cada vez menos eu penso nisso. Procuro extrair o melhor da minha vida e tento entender que não posso controlar tudo ao meu redor. Além de tudo isso, sei que sou uma pessoa muito legal e que dá risada até do vento, sei que ainda tenho tempo para ser feliz e é por isso que estou aqui. 

Mesmo longe, sei que tenho um grupo de pessoas maravilhosas que sempre vão me ouvir quando eu precisar e até comemoram minhas conquistas junto comigo via Telegram, preciso dizer que sou muito agradecida por tê-las na minha vida?
São elas:

Karine // Claudia // Clara // Cintia // Katarina // Jaque // Stéfhanie // Lorraine 

quarta-feira, agosto 09, 2017

UM DIA, DECIDI MUDAR

Do dia para a noite, muitas coisas mudam na sua vida. Aquele seu emprego recém ~finalmente conseguido já era, os planos de mudança precisam ser adiados e você está cansado de tudo ao redor. Ou melhor, de grande parte das coisas ao seu redor. Os últimos quatro dias estão mais ou menos assim para mim. Sei que comecei o texto um tanto dramática, mas é assim que as coisas estão.

Com tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo, eu simplesmente não podia adiar a decisão que já tinha tomado há alguns meses: cortar o cabelo. Você pode estar pensando: 'ah, mas é só um corte de cabelo', mas para mim é mais do que isso. Já tive o cabelo curto e bem grande e faz uns cinco anos que não corto assim. Eu não aguentava mais demorar horas lavando o cabelo e acabava fazendo isso apenas duas vezes na semana, isso quando não estendia por um tempo maior. Não aguentava mais dormir e o acordar com a sensação de que estou morrendo, sendo que na verdade era só o cabelo enrolado no meu pescoço.

Decidi que não iria me apegar a isso, já que cabelo cresce. Além disso, eu já tinha feito a tentativa de usar ele colorido, se vocês bem lembram. Mas percebi que isso de ficar descolorindo, pintando, retocando não é pra mim. Tô cansada e com preguiça. Precisava de mais leveza. E foi assim que, primeiro optei por começar a técnica low poo, já que ele estava caindo aos montes e isso me dava um baita tristeza. Depois percebi que aquelas pontas não estavam bonitas, muito pelo contrário. Procurei uns cortes na internet e vinha adiando. Na segunda-feira - 31/07 - várias coisas aconteceram e foi aí que eu não aguentei mais.
Precisava me sentir mais bonita, diferente, cansei daquela aparência e daquele cabelo. Cortei. Fiz um long bob e, olha, estou apaixonada desde então. É como se tivessem me tirado um peso das costas. Ou melhor, da cabeça. Coisa boba? Sim, mas para mim é só o início de grandes mudanças.

domingo, julho 30, 2017

SÉRIE | FRIENDS FROM COLLEGE

Apesar de ser fanática por séries dramáticas e de suspense, de vez em quando eu tento algo diferente, como comédias, por exemplo. Não preciso dizer que a Netflix arrasa nas produções originais e, mesmo que algumas séries não sejam muito bem recebidas pela crítica, não é possível negar que ela manda muito bem, sim! Lançada no início do mês, a série Amigos da Faculdade entrou para roll das minhas séries queridinhas, mas já prevejo um cancelamento vindo por aí.

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